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Práticas de ESG na indústria química: qual o panorama atual?

  • 29 de abr.
  • 2 min de leitura

O termo ESG tem estado muito em alta nos últimos anos, sendo uma pauta recorrente no meio corporativo.  O mercado busca que as empresas insiram essa prática em seu cotidiano, e no setor químico não é diferente.


Recentemente, a ABNT lançou a ABNT PR 2030, um documento de práticas documentadas com conceitos e diretrizes para a agenda ESG. A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e a Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas) têm ações ligadas às práticas.


O ESG, que representa “Environmental, Social e Governance” (Ambiental, Social e Governança, em tradução livre), é um dos principais critérios de avaliação de uma empresa. 


Com os pilares meio ambiente, social e governança, o ESG avalia as organizações não apenas pelos lucros, mas pelos seus resultados socioambientais positivos.


ABNT PR 2030 e a indústria química

Em maio deste ano, a Sinproquim (Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo) realizou um webinário, coordenado pelo diretor-executivo Renato Endres, em que a ABNT PR 2030 foi discutida. 


“O objetivo central é trabalhar sem comprometer as gerações futuras e o desafio é como monitorar as estratégias dentro das empresas”, disse Luciana Oriqui, sócia-diretora da Circular Químicos e assessora de sustentabilidade do sindicato.


Ações de ESG da Abiquim 

A indústria química é líder em uso de renováveis (o etanol é matéria-prima em parte). Redução de resíduos é algo em que a Abiquim já vem trabalhando há alguns anos. 

André Passos Cordeiro, presidente executivo da Abiquim, disse que o setor tem um histórico de tentar diminuir os impactos ambientais, apesar de sua produção estar apoiada em insumos que geram gases do efeito estufa.


“A indústria química brasileira tem trabalhado fortemente para mitigar a emissão desses gases, buscando atingir a neutralidade em 2050, de acordo com os compromissos assumidos pelo país em fóruns internacionais”, disse o presidente executivo da Abiquim.


A associação coordena, desde 1992, o Programa Atuação Responsável (AR), que se trata de uma iniciativa voluntária da indústria química global para sustentabilidade, meio ambiente, saúde e segurança. Em 2021, os resultados do programa foram:


  • 45,6% dos resíduos sólidos não perigosos foram reaproveitados, reciclados ou reutilizados, e/ou processados;

  • 72,5% de resíduos sólidos perigosos foram reaproveitados;

  • 17% de redução da geração de efluentes líquidos ;

  • 32% da redução de captação de água.


Já a Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), lançou em 2022 seu Programa Setorial de Sustentabilidade (PSS), com o apoio do instituto Akatu. Cindy Moreira, gerente de sustentabilidade da Abrafati, diz que o primeiro ciclo de avaliação mostrou que o setor alcançou o nível intermediário dentro do programa. Por fim, a gerente de sustentabilidade explica que, em sua opinião, o PSS tem um sistema de avaliação mais adequado para o setor químico, já que o ABNT PR 2030 é bom, só é mais genérico. O PSS é focado especificamente na indústria de produtos químicos.


 
 
 
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